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Hospital em casa: 9 vantagens do home care para sua família

O estado de espírito dos pacientes crônicos é um fator que influencia muito na resposta terapêutica e, consequentemente na recuperação deles.

Por isso o home care é essencial nesses casos, pois o paciente não fica isolado do contato familiar e conta com um atendimento mais personalizado e humanizado.

Então pensando nisso, vamos mostrar no material 9 vantagens para adotar esse modelo de tratamento e porquê o hospital em casa pode ser a melhor solução para a sua família.

O que é home care?

O home care é um termo em inglês que significa assistência médica domiciliar. Ele é indicado para desospitalizar pacientes com doenças crônicas que são altamente dependentes de cuidados de enfermagem e de vida diária. 

O acompanhamento é feito por uma equipe profissional normalmente, com materiais e medicamentos, como se estivesse em ambiente hospitalar, com a vantagem de estar na própria casa. A gravidade do caso, baixa ou alta complexidade, vai determinar se o home care será possível e como ele será executado. 

São várias as formas de atendimento no home care, como fisioterapia, fonoaudiologia, nutricionista ou aplicação de medicação endovenosa, além do monitoramento e atendimento médico e de enfermagem. Também tem o modo internação domiciliar, que necessita de um técnico de enfermagem presente por 6, 12 ou 24 horas diárias.

Quais as vantagens?

São muitos os benefícios do home care, mas o principal é a melhora do estado de espírito dos pacientes, o que afeta diretamente a resposta ao tratamento. Em casos terminais, ele proporciona mais qualidade nos momentos finais de vida.

Com uma estrutura hospitalar montada em casa e com um atendimento exclusivo, a insegurança e desmotivação recorrentes em pacientes crônicos diminui consideravelmente. Sem falar no estresse e estado depressivo que um ambiente hospitalar restrito e fechado causa. 

Outras vantagens do home care são:

  1. Mais conforto. Estar em casa, perto das coisas pessoais, com mais privacidade, são coisas que não têm preço.
  2. Mais autonomia durante o tratamento. 
  3. Atendimento personalizado. Há mais tempo para conversas demoradas e para definir linhas de ação. 
  4. Humanização do tratamento. É possível dar uma atenção maior, pois é apenas um paciente precisando de cuidados. 
  5. Redução dos riscos de infecção. O ambiente hospitalar favorece a proliferação de bactérias por ser um ambiente fechado e com pessoas de diferentes diagnósticos em tratamento. Então as chances de contaminação em um paciente com a imunidade comprometida são menores.
  6. Maior envolvimento da família, que favorece a recuperação do paciente.
  7. Sensação de tranquilidade do paciente por estar próximo da família.
  8. Melhor resposta à terapia, como consequência.
  9. Estabilidade e controle do quadro clínico.
  10. tratamento e vida rotineira andando juntas, ajudando na recuperação; entre outros.

É claro que existem alguns desafios com relação ao home care, que moram na legislação. É preciso ser elegível pela norma legal que rege esse modelo de atendimento e também ter cobertura pelo plano de saúde. 

Atualmente não existe nenhuma lei que determine a elegibilidade de um paciente ser tratado nesse sistema, mas há alguns critérios estabelecidos pela ABEMID – Associação Brasileira de Empresas de Medicina Domiciliar – que podem ajudar.

Geralmente os pacientes mais indicados para essa modalidade de tratamento são os que estão nas seguintes situações:

  • Dependência total para higiene, alimentação e outros cuidados diários;
  • Gastrostomia: quando o paciente um precisa de um tubo no estômago como suporte nutricional;
  • Traqueostomia: quando uma pequena abertura é feita na traquéia para inserir um tubo de metal para facilitar a entrada de ar;
  • Ventilação mecânica: para pacientes que não estão respirando de maneira espontânea pelas vias normais e precisam de suporte;
  • Úlceras crônicas.

 

Se você é ou tem uma pessoa na família que poderia ser beneficiada pelo home care, tire a dúvida com a tabela da ABEMID. Ela é um recurso útil para avaliar se o paciente se enquadra e qual o tipo de suporte que ele precisa. 

Nessa tabela ABEMID são avaliados e pontuados os seguintes critérios, que vão dizer se o home care é necessário ou não, baseado no grau de complexidade da saúde do paciente:

  • baixo: 6 horas de enfermagem/dia
  • médio: 12 horas de enfermagem/dia;
  • alto: 24 horas de enfermagem/dia.

A internação domiciliar leva em consideração também as seguintes condições de saúde como:

  • uso de sonda;
  • tubo para respiração (traqueostomia) ou acesso venoso;
  • realização de sessões de quimioterapia;
  • necessidade de auxílio respiratório;
  • lesão vascular ou cutânea;
  • nível de dependência para atividades cotidianas;
  • capacidade de locomoção; entre outros. 

Cada informação tem uma pontuação, que ao final vai determinar a indicação técnica para o home care:

  • até 7 pontos: não elegível para internação domiciliar;
  • de 8 a 12 pontos: internação de baixa complexidade;
  • de 13  18 pontos: elegível para internação de média complexidade;
  • 19 pontos ou mais: internação de alta complexidade.

Para que o home care seja eficaz, é essencial que algumas regrinhas sejam estabelecidas entre a equipe que vai prestar serviço e os familiares do paciente. Afinal precisa existir uma boa política de convivência. 

Esse diálogo, feito com base no respeito mútuo acima de tudo, é importante para tirar todas as dúvidas a respeito do trabalho que vai ser realizado, todos os procedimentos, horários de visita, 

Diferenças entre cuidadores e home care

À primeira vista parecem a mesma coisa, mas não são. Os cuidados na internação domiciliar são feitos por profissionais da enfermagem, que consistem em:

  • medicação na veia;
  • manipulação de sondas;
  • suporte ventilatório;
  • curativos.

Já os cuidadores, que geralmente são pessoas da confiança da família, são responsáveis pela:

  • higiene;
  • alimentação;
  • locomoção;
  • administração de medicações orais em geral;
  • companhia;
  • informação à equipe de apoio.

Para concluir

O home care, ou assistência médica hospitalar, é quando o paciente pode continuar o tratamento em casa. Priorizando o suporte necessário para garantir uma assistência médica eficaz. 

A possibilidade de tratamento em casa conta com a vantagem do paciente estar próximo à família e da sua rotina, em vez de estar isolado em ambiente hospitalar. E isso aumenta consideravelmente as chances de uma melhora rápida, proporciona mais conforto, qualidade de vida e atendimento humanizado.

Por isso se informe hoje mesmo se o home care é a opção ideal para alguém da família. 

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