APH: qual a importância do Atendimento Pré-hospitalar

O atendimento prévio a uma vítima de acidente ou casos de emergência demanda uma certa rapidez, pois cada segundo pode ser crucial para evitar a possibilidade de lesões mais graves ou até sua morte.

Por isso, casos emergenciais como estes devem contar com o Atendimento Pré-hospitalar (APH), oferecido tanto por unidades públicas quanto privadas. Este atendimento é responsável por prestar os primeiros socorros à vítima, enquanto ela é conduzida até a unidade hospitalar que possa atendê-la.

Por se tratar de um serviço que envolve a saúde e a vida, conta com vários procedimentos, profissionais e atribuições específicas. Por isso, vamos falar sobre os tipos de atendimentos pré-hospitalares existentes, quais são suas funções e porque eles são tão importantes. Leia e entenda!

Atendimento Pré-hospitalar Fixo

O Atendimento Pré-Hospitalar Fixo é a assistência prestada no primeiro momento às vítimas de acidentes, pacientes portadores de quadros agudos, sendo de natureza clínica, traumática ou psiquiátrica. Este atendimento é necessário para evitar o sofrimento, sequelas ou até mesmo a morte do paciente.

Seu principal objetivo é promover um atendimento e transporte adequado dessa vítima, que será direcionada para uma unidade hospitalar específica, de acordo com a gravidade da situação. Estas podem ser unidades básicas de saúde, unidades do Programa de Saúde da Família (PSF), ambulatórios especializados, unidades não-hospitalares de atendimento às urgências e emergências e outros.

O direcionamento dessa vítima é definido hierarquicamente, de acordo com a gravidade e recursos disponíveis. Essa triagem é feita por meio das Centrais de Regulação Médica das Urgências e Emergência, que recebem as solicitações de socorro, enviam a assistência, acompanham o atendimento de maneira remota e encaminham, caso seja necessário, a vítima para a unidade adequada de atendimento.

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Atendimento Pré-hospitalar Móvel

O atendimento pré-hospitalar móvel busca oferecer os primeiros socorros às vítimas que tiveram um agravo em sua saúde, seja ela de natureza clínica, cirúrgica, traumática ou psiquiátrica. Assim como no atendimento pré-hospitalar fixo, busca-se evitar o sofrimento, sequelas ou até mesmo a morte do paciente.

Podemos classificar o atendimento pré-hospitalar móvel da seguinte forma:

  • Atendimento pré-hospitalar móvel primário: isto é, quando o pedido de socorro parte de um cidadão comum;
  • Atendimento pré-hospitalar móvel secundário: quando o pedido de socorro parte de um serviço de saúde, onde o paciente já recebeu um primeiro atendimento, porém, precisa ser conduzido a um outro serviço de saúde de maior complexidade, para que se dê continuidade.

O atendimento pré-hospitalar móvel também é vinculado às Centrais de Regulação de Urgências e Emergências. Sua solicitação pode ser feita, por exemplo, por meio de ligações telefônicas ao 192, de forma gratuita e de fácil acesso.

A importância do Atendimento Pré-hospitalar

Como pudemos ver, o atendimento pré-hospitalar vai além do simples transporte de uma vítima às unidades de emergências. Na verdade, o APH é um dos principais contribuintes para a prevenção de danos maiores à saúde da vítima e é primordial para salvar vidas.

Seu trabalho se inicia desde o atendimento da ocorrência nas Centrais de Regulação de Urgências e Emergências do município, que pode ser acionada pelo 192 – o SAMU. A partir disso, há todo um trabalho feito pela equipe local, para entender a gravidade do ocorrido, conferir o que há disponível e encaminhar o suporte. Além disso, pode até mesmo ajudar com orientações a um leigo que estiver no local, para que comece a prestar os primeiros socorros a vítima.

Este atendimento deve ser o mais rápido possível. Por isso, um dos critérios para escolher a equipe de apoio e o local para direcionar a vítima, é a proximidade entre um e outro.

O atendimento pré-hospitalar (APH) já salvou e ainda vai salvar muitas vidas. Por isso, esperamos que tenha conseguido entender a importância desta ferramenta, tanto para os serviços de saúde quanto para as próprias vítimas.

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